Decidi que a partir de agora vou passar a ser como os números primos: único e indivisível. Irrepartível, a não ser por mim próprio. Passível de ser divisível apenas por um, sendo esse um não outra coisa senão por mim, além de mim mesmo. Sem gostar de me partilhar nem de me dividir com os outros, ou pelo menos dificultando bastante o trabalho quando essa operação pretende ser feita.
Ao menos um número primo é único e especial. E ser especial sempre foi difícil e, tratando-se de matemática, pior um pouco. Mas mais vale ser um número primo. Afinal, qual a vantagem dos outros números? Partilháveis, divisíveis, dissolúveis em todas as operações que lhes são propostas. Perdendo, continha a continha, a sua genuinidade. Transformando-se mais neste, menos naquele, quando dividido por um universo infindável de indivíduos numa grande quantidade de situações e denominados de compostos. Compostos de quê? A última vez que tentei ser composto dei com uma conta demasiado complicada, sem resolução… Muita soma, muita multiplicação mmmuitos algarismos…. E eu desejoso por dividir, por me partilhar, mas sempre proibido de o fazer. A dar, a dar, tudo o que dava somava e multiplicava e juntava e somava… para a outra parte! Ou seja, a conta acabava por ser sempre uma subtracção. Dava cada vez mais de mim, ficando eu com cada vez menos de mim, e sem receber nada. Ou pelo menos eu não dei por nada…
Bolas, é difícil encontrar a conta perfeita. Em que um mais um dá dois, ou seja dois algarismos somando dão um só. Os números primos são passíveis de ser somados a outros números. Só não gostam de ser divididos. Quero o egoísmo dos números primos. Matematicamente problemático. Afinal de contas, apesar das contas, está tudo na mesma. Mas gostava de dizer que não me quero dividir, vivendo na esperança de vir a ser composto. Composto por mais alguma coisa. Composto por mais alguém.
Ao menos um número primo é único e especial. E ser especial sempre foi difícil e, tratando-se de matemática, pior um pouco. Mas mais vale ser um número primo. Afinal, qual a vantagem dos outros números? Partilháveis, divisíveis, dissolúveis em todas as operações que lhes são propostas. Perdendo, continha a continha, a sua genuinidade. Transformando-se mais neste, menos naquele, quando dividido por um universo infindável de indivíduos numa grande quantidade de situações e denominados de compostos. Compostos de quê? A última vez que tentei ser composto dei com uma conta demasiado complicada, sem resolução… Muita soma, muita multiplicação mmmuitos algarismos…. E eu desejoso por dividir, por me partilhar, mas sempre proibido de o fazer. A dar, a dar, tudo o que dava somava e multiplicava e juntava e somava… para a outra parte! Ou seja, a conta acabava por ser sempre uma subtracção. Dava cada vez mais de mim, ficando eu com cada vez menos de mim, e sem receber nada. Ou pelo menos eu não dei por nada…
Bolas, é difícil encontrar a conta perfeita. Em que um mais um dá dois, ou seja dois algarismos somando dão um só. Os números primos são passíveis de ser somados a outros números. Só não gostam de ser divididos. Quero o egoísmo dos números primos. Matematicamente problemático. Afinal de contas, apesar das contas, está tudo na mesma. Mas gostava de dizer que não me quero dividir, vivendo na esperança de vir a ser composto. Composto por mais alguma coisa. Composto por mais alguém.