segunda-feira, 18 de maio de 2009

POEMA OFERECIDO: COM O ESPÍRITO DA CASA


Acabei hoje o sabonete cujo uso iniciaste aquando

o teu último banho cá em casa. Ficaram coisas que

te pertencem e que não sei se deva guardar,

a saber: um candeeiro, um desenho, uma fotografia.

Outras coisas ficaram

alguns discos e já não sei que livro. Não ferem

Tanto.

Há ainda a memória da pele, o amarelo dos olhos e

algumas expressões do teu português falado.

Mas estas últimas já se confundem com o

espírito da casa, quero dizer-te com a poeira da

casa.

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